No último Pedal Verde, de Luto, coletamos sementes das árvores dos canteiros que deixarão de existir e fizemos mudas para que as arvores mães perpetuem na cidade. O plantio deverá ocorrer em um futuro Pedal Verde. Vamos cuidar dessas sementes com muito carinho! Muitos motoristas que passavam ao lado do canteiro adotaram saquinhos com sementes de aroeira-pimenteira e pau-ferro!

Além disso, perguntamos para os participantes qual seria a São Paulo em que gostariam de viver

Abaixo alguma das respostas:

São Paulo mais verde!
São Paulo menos poluído!
São Paulo que me permita nadar no Rio Tiete antes de morrer!
São Paulo com menos carros e mais transporte publico!
São Paulo com mais moradia!
São Paulo como uma cidade fértil!
São Paulo com mais amor!
São Paulo com mais respeito!
São Paulo com alegria e saúde!
São Paulo com rios limpos!
São Paulo viva!
E você, qual São Paulo gostaria? Qual o caminho?
Deixe sua mensagem em cada pedalada, em cada plantio e cuidado com a vida em demonstração de carinho pela sua cidade.

Fotos do PEDAL DE LUTO podem ser vistas no álbum da Iramaia, do Luciano Ogura , do Eduardo Green e do Apocalipse Motorizado

Também existem diversas matérias sobre o movimento nos seguintes sites e blogs:

Musica Pedalando e Plantando, adaptada da musica “Para não dizer que não falei de flores” do Geraldo Vandré, criada por ciclistas que participaram da Inaugração do Pedal Verde no último domingo de março. Cantor Zé Luiz.

Abaixo transcrevemos o ESCLARECIMENTO SOBRE A MARGINAL DO TIETE FEITO PELA SVMA

deMonica Cristina Ribeiro <mocribeiro@prefeitura.sp.gov.br>
para”pedalverde@gmail.com” <pedalverde@gmail.com>

data23 de junho de 2009 11:27
assuntoESCLARECIMENTOS SOBRE A MARGINAL DO TIETÊ
enviado porprefeitura.sp.gov.br

ocultar detalhes 11:27 (4 horas atrás) Responder
Prezados amigos do Pedal Verde
 
Encaminho esclarecimentos da Secretaria do Verde sobre o licenciamento da Marginal do Tiêtê
Atenciosamente,
 
 
Assessoria de Comunicação/SVMA
(11) 3396-3076/3078
 
 
O Brasil tem acompanhado o empate entre presidente da república, empreiteiras, ministros variados, ambientalistas  etc, em torno do licenciamento ambiental de grandes obras públicas no país.  A delicada e complexa relação entre desenvolvimento  econômico e meio ambiente pede soluções equilibradas. Uma questão técnica que na verdade se revela política e até filosófica, na medida em que reflete o modelo de sociedade que precisamos no século XXI.  Assim,  é interessante verificar como o estado e a prefeitura de São Paulo têm conseguido se sair nestes impasses.
Neste momento  inicia-se  a reforma da marginal do Tietê e estamos no processo de  dois outros licenciamentos:  o  trecho leste do Rodoanel e ligação do trecho sul do Rodoanel com as rodovias Ayrton Senna e Dutra, via reformulação da Av. Jacu Pêssego na zona leste de São Paulo.
No caso da marginal do Tietê o licenciamento começou a tramitar na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente  da Prefeitura de São Paulo  em 22/12/2008.    Cumprindo todo o ritual da Lei, a Secretaria de Transportes do Governo Estadual e a Secretaria de Obras Municipal passaram o projeto por Audiências Públicas, consultas a vários órgãos municipais e estaduais, votação no Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES) e nas Comissões Técnicas e Assessorias do CADES, conseguindo primeiro a Licença Ambiental Prévia (LAP) em 20/03/2009, depois a Licença Ambiental de Instalação (LAI) em  29/05/2009  e finalmente o Termo de Compromisso Ambiental (TCA) em  03/06/2009. Vejam, estamos conseguindo  licenciar  uma obra deste porte, cerca de 800 milhões de reais, numa localização muito complexa, em 6 meses.
E  ela não deixa de ter seu conteúdo polêmico, delicado e difícil, como nos referíamos nos parágrafos iniciais, porque nossa posição é de crítica à opção rodoviarista que foi feita pelo país no século passado dentro e fora das cidades. Entretanto, também temos a consciência que uma mudança desta opção exige uma vontade e articulação nacional e que é meta, necessariamente, de longo prazo, envolvendo investimentos em mobilidade via trilhos e pelas águas de grande alcance. No curto e médio prazos, medidas ainda na lógica do antigo modelo devem ser tomadas para não inviabilizar a mobilidade das cidades e do país, ao mesmo tempo que se investe em trem, metrô, trólebus , corredores  etc  como vêm fazendo os governos estadual e municipal de São Paulo.
 No  médio prazo teremos a implantação total do Rodoanel Mário Covas, já concluído no seu trecho oeste, em conclusão no trecho sul (maior obra de engenharia hoje no Brasil) e em licitação no trecho leste. O trecho norte está em discussão para escolha do melhor traçado.
No curto prazo  teremos a ligação que vai ser feita entre Mauá (final do trecho sul do Rodoanel) com Guarulhos (para alcançar as rodovias Dutra e Ayrton Senna) pela reforma e ampliação da Av. Jacu Pêssego, que será uma via alternativa  enquanto não se implanta o trecho leste do Rodoanel. Após esta nova etapa concluída, a Av. Jacu Pêssego continuará sendo uma via com vocação de base logística que impulsionará o desenvolvimento da zona leste, permitindo que trabalho perto de casa seja oferecido à população daquela parte da capital.
É neste mesmo horizonte de urgência que se inclui a reforma da Marginal do Tietê, que será a via de ligação entre o final do trecho leste e o início do trecho oeste do Rodoanel enquanto não tivermos o trecho norte construído, uma obra  problemática do ponto de vista ambiental.
Quais os principais impactos negativos de uma obra como esta? O aumento da impermeabilização numa área já quase totalmente impermeabilizada ao longo da atual Marginal e o corte de 559 árvores no entorno da via em um universo de 4.589 árvores existentes no local.
Quais são os principais impactos positivos?  Com a melhora do fluxo do trânsito, haverá diminuição da poluição com repercussões na saúde humana local e com a melhor eficiência energética, haverá diminuição das emissões de gases de efeito estufa causadores do aquecimento global. Teremos início imediato da estrada parque e  ciclovia do  novo Parque Linear do Alto Tietê, que irá da região de Ermelino Matarazzo até Salesópolis. Será o maior parque linear urbano do mundo, que permitirá preservar e ampliar as áreas de várzeas protegidas para combater as enchentes na região metropolitana (grande ação de adaptação às mudanças climáticas)  e reurbanizar toda uma região muito empobrecida e com presença débil dos serviços estatais, proporcionando opções culturais, ambientais, de lazer e econômicas que vão permitir uma maior integração desta população. É um ganho  ambiental muito maior do que a perda de permeabilidade que vai acontecer ao longo da Marginal.
Haverá ainda o plantio de 83 mil árvores no entorno da Marginal nas subprefeituras vizinhas, contribuindo para reduzir as ilhas de calor e melhorar os índices de umidade relativa do ar com repercussões positivas para a saúde dos habitantes dos bairros  e 4.900 na própria Marginal, que dobrará assim sua própria cobertura arbórea. Mais 63 mil mudas serão plantadas na região da Área de Proteção Ambiental do Tietê, no território da cidade de São Paulo, entre outras programações previstas na Licença de Instalação dada pela SVMA. São 6% em  compensações ambientais em relação ao valor da intervenção.  
Como no caso de outra obra de grande porte, o trecho sul do Rodoanel  na capital,  fomos bastante cautelosos  em determinar a segurança ambiental a ser exigida para que o balanço dos impactos negativos/positivos permita  aprovar  a realização do projeto.    No Rodoanel, a  compensação acertada foi exigência de quatro unidades de conservação e de uma estrada parque ao longo da rodovia de até 300 metros de cada lado, criando um corredor biológico entre os parques  (15 milhões de m² de área protegida) .  Nos dois casos os governos estadual e municipal cumprirão  rigorosamente as compensações previstas pela licença expedida.  E  cabe à  SVMA irá fiscalizar de perto cada um dos compromissos ambientais
Para facilitar a visão sobre os impactos e compensações:
Situação atual
4.589 árvores
559 serão cortadas – destas, 419 árvores são exóticas, como fícus elásticas, eucaliptos, chorões etc
Compensação
Plantio de 4.900 novas árvores na própria Marginal, que desta forma terminará com 4.900 + 4.030 = 9.930  árvores
Plantio de 83 mil árvores nas Subprefeituras do entorno da Marginal (Subprefeituras de Pirituba, Lapa, Sé, Vila Maria, Mooca etc).
Plantio de 63 mil mudas no Parque Ecológico do Tietê.
Total do plantio para compensar o corte das 559 árvores = 150.900 novas árvores
Início  do Parque Linear do Alto Tietê, com construção de Via Parque e Ciclovia saindo da Penha e indo em direção à fronteira com Itaquaquecetuba, visando garantir as várzeas do Alto Tietê, garantir permeabilidade e combate às enchentes e criar opções de lazer para toda a população do entorno. Será o maior parque linear do mundo, pois o projeto completo vai até Salesópolis, nas nascentes do Tietê.

Foram plantadas árvores de anda-assú, mogno, pau-viola, 3 palmeirinhas juçara, jequtibá-branco e ipê-amarelo. Os moradores locais compareceram, uma carinhosa menina tem ido desde o nosso primeiro pedal, regar todas as semenas a jabuticabeira!!! As outras árvores plantadas no primeiro pedal continuam lá firmes, lindas e fortes!!! Esteve presente também Alexandre Chut do Instituto Plant-AR.

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4.o PEDAL VERDE - flyer do evento de domingo - no alto: imagens de dor e morte no canteiro da marginal / em baixo: imagens de canteiros ainda vivos até domingo (segunda-feira já foram cortadas) e imagem do Rio Tietê cerca de 1905

4.o PEDAL VERDE - flyer do evento de domingo - no alto: imagens de dor e morte no canteiro da marginal / em baixo: imagens de canteiros ainda vivos até domingo (segunda-feira já foram cortadas) e imagem do Rio Tietê cerca de 1905

O Pedal Verde e a Bicicletada.org estão organizando um encontro de ciclistas, pedestres e moradores da cidade de São Paulo para conhecer pessoalmente o andamento das obras do projeto de ampliação da Marginal Tietê!!! Indo completamente na contramão do que seria o desenho estratégico de uma cidade sustentável, dentre os enormes impactos negativos que está obra trás, damos destaque à:

  • eliminação de diversas árvores com mais de 50 anos de vida, que cumprem papel ecológico importantíssimo no equilíbrio climático e da poluição da marginal;
  • impermeabilização dos canteiros centrais que cuidam da manutenção de escoamento das nossas águas evitando enchentes;
  • impossibilitam a moradia para avifauna e outros seres vivos que cumprem papel ambiental na cidade;
  • no transplante de árvores que está sendo realizado, com certeza muitas não sobreviverão

Mesmo que hoje a Marginal do Rio Tietê esteja distante de ser como a sociedade deseja – um local de convivência em harmonia com uma fonte de vida – esse projeto assina o decreto de morte para que um dia possamos a voltar a viver juntos e de forma saudável junto do Rio Tietê, indo completamente na contramão de projetos realizados em diversas cidades pioneiras do mundo -  um retrocesso de mais de 40 anos no pensamento humano!!!

Vamos nos unir neste domingo, levar nossos amigos e família num encontro para tomarmor conciência da dimensão do impacto desta obra, e refletir se realmente é isso que queremos para o futuro de nossa cidade!!!

Lembramos que é importante levar:

  • água para hidratação
  • lanche
  • máquina fotográfica para registrar a oportunidade histórica de estar em uma área verde que já está sendo rapidamente consumida
  • muita vontade de trocar conhecimentos e histórias com as pessoas participantes e refletir sobre os caminhos da nossa cidade

Abaixo segue o link com o trajeto que será realizado pelas bicicletas, mas o encontro também acontecerá na ponte das bandeiras as 12horas!!!

http://tinyurl.com/mqkr6l

Aproveitem também para saber mais no Blog do Milton Jung e matéria especial no CicloBR e fotos dramáticas no Flickr de Luciano Ogura

Convidamos todos nossos visitantes a vistarem a página do IAB e colocarem seus nomes no abaixo assinado. Todos podemos assinar, sendo arquitetos ou não, somente com o número do RG!!!

É lamentável que o projeto de criação de mais uma faixa na marginal tenha sido aprovado! Conheçam mais sobre o projeto acessando a página da Prefeitura de São Paulo. E também notícias a respeito da aprovação do projeto pela Secretaria do Verde.

Abaixo o texto na íntegra:

———————————————-

Prezados(a) Colegas,

O Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamenot de São Paulo apoia e encaminha a todos para conhecimento a *Moção de Protesto e Repúdio*, elaborada pelo seu Grupo de Trabalho Patrimônio Histórico.

Arq. *Rosana Ferrari*
Presidente

*MOÇÃO DE PROTESTO E REPÚDIO*

Nós, arquitetos membros do Grupo de Patrimônio do IAB-SP – INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL – SÃO PAULO, achamo-nos no dever profissional e cidadão de redigir este documento público, através do qual manifestamos nossa total perplexidade e repúdio ao projeto de ampliação das pistas da via Marginal do rio Tietê ao longo de 15 quilômetros a partir do anel viário conhecido como “Cebolão”, e igual ou maior repúdio à construção de duas alças de acesso para fazer a ligação entre a via expressa (Marginal do Tietê) e duas avenidas locais (Avenida Tiradentes e Avenida Cruzeiro do Sul).

Em total contradição com o projeto do Rodoanel – que corretamente objetiva desafogar o tráfego veicular da área urbana do município –, a ampliação do número de faixas de rolamento das Marginais do Tietê constitui-se num indutor à circulação de veículos naquela área central da cidade, negando todo o embasamento conceitual de tráfego que guiou os estudos de implantação do Rodoanel.

O projeto pretendido zomba, também, do massivo investimento que foi feito, pelo Governo do Estado, na recuperação dos taludes do rio Tietê através da implantação de rico projeto paisagístico que incluiu o plantio de árvores, árvores que serão totalmente suprimidas, assim como a área permeável dos taludes e faixa ciliar do rio, para dar lugar a pistas de rolamento.

Nas grandes metrópoles do mundo – veja-se o recente exemplo da cidade de Seul, Coréia, visitada pelo Prefeito de São Paulo no mês de maio –, os rios vêm merecendo tratamento oposto: projetos que abordam os rios como marcos hidrográficos do território urbano, e que se apropriam desses marcos como elementos de qualificação da paisagem urbana, inibindo a sua conexão com o automóvel, incentivando a sua conexão com o pedestre e com a vegetação urbana.

As duas alças viárias pretendidas constituem-se em equívoco maior, por diversas razões urbanísticas.

Primeiro equívoco: o projeto baseia-se numa premissa estreita, reduzindo a questão à solução de um problema de tráfego veicular, qual seja: eliminar pontos de estrangulamento de tráfego. Ora, desafoga-se aqui, empurrando para adiante o ponto de estrangulamento – pois a quantidade de veículos circulando não diminui com essa providência. Isto é racional?

Segundo equívoco: Para “empurrar” para outro local o ponto de estrangulamento, vale o custo de rasgar e poluir a paisagem com viadutos? Note-se um dado importante: todas as pontes urbanas que cruzam o rio Tietê ligam vias locais e, como tal, têm seu traçado bastante ortogonal e perpendicular ao rio. As duas alças pretendidas têm, ao contrário, traçado em curva, denunciando sua mera função rodoviarista, incompatível com o caráter urbano das pontes existentes.

Terceiro equívoco: o projeto das duas alças carece de um mínimo de sensibilidade e de compreensão do caráter da paisagem urbana paulistana daquele trecho da cidade, pois se intromete nas visadas do conjunto da Ponte das Bandeiras, a mais bonita e bem composta, do ponto de vista arquitetônico, das pontes que atravessam todos os rios da cidade de São Paulo.

A Ponte das Bandeiras carrega alto valor simbólico, pois está implantada no exato local onde no passado existiu a antiga Ponte Grande, a primeira que transpôs o rio mais paulistano da cidade. O comprometimento da visão do conjunto da Ponte das Bandeiras (ponte-tabuleiro, cabeceiras, torres) será deletério, definitivo e irreversível, caso vingue a construção das inadequadas alças rodoviárias sobre o rio.

Por prever os prejuízos urbanísticos da realização da ampliação das Marginais do Tietê, e principalmente os prejuízos paisagísticos decorrentes de uma eventual construção das duas alças viárias, somos impelidos a solicitar a todos os atores e instâncias responsáveis pela viabilização desse equivocado empreendimento rodoviarista que avaliem cautelosamente o projeto, e decidam pelo bem da preservação da história, da memória e do decoro urbanístico.

*Autor da Moção: Arq. Vasco de Mello*

*Grupo de Trabalho Patrimônio Histórico do IAB-SP*
*Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo*
Rua Bento Freitas, 306 | 4º andar | Vl. Buarque | 01220-000 | SP
Fone/Fax: (11) 3259-6866 | 3259-6597

e-mail: iabsp@iabsp.org.br

site: www.iabsp.org.br